Data centers, PL do sensoriamento remoto e Mercado de Carbono: confira como foi o seminário sobre Direito do Ambiental no IASP

Evento reuniu advocacia, academia e Judiciário para analisar os principais desafios regulatórios do país em 2026 e prestou homenagem à desembargadora Consuelo Yoshida, referência no Direito Ambiental
O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) sediou, na terça-feira (30/06), o seminário “Direito Ambiental em 2026: Desafios e Perspectivas”, um encontro voltado à análise de temas centrais na agenda ambiental brasileira atual, reunindo grandes nomes da advocacia, da academia e do Poder Judiciário.
Organizado pela Comissão de Direito Ambiental do IASP, o evento debateu temas como a revolução dos Data Centers, o PL do sensoriamento remoto, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o impacto do Mercado de Carbono.
O encontro prestou homenagem à Desembargadora do TRF-3 Consuelo Yoshida, professora da PUC-SP e uma das mais respeitadas referências da magistratura e do Direito Ambiental brasileiro. Os debates ocorreram nos períodos matutino e vespertino. Confira a cobertura do seminário nos links ao pé desse texto.
Homenagem
A abertura foi conduzida pela presidente da Comissão de Direito Ambiental do IASP, Priscila Artigas, e pelo presidente do Instituto, Diogo Leonardo Machado de Melo, quando ocorreu a solenidade dedicada à desembargadora federal Consuelo Yoshida.

Compuseram a mesa a desembargadora do TRT da 2ª Região, Regina Duarte; o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ricardo Cintra Torres de Carvalho; a presidente do Movimento em Defesa da Advocacia do Meio Ambiente (MAMA), Rosa Ramos; o presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-SP e da Comissão de Meio Ambiente do IBDEE, Carlos Alberto Sanseverino; e a vice-presidente da Comissão Permanente de Estudos de Direito Ambiental do IASP, Thais Leonel.
Diogo Melo ressaltou a importância da trajetória acadêmica e institucional da homenageada para a construção da doutrina ambiental no país. “O Instituto cumpre a sua missão com homenagens justas a quem efetivamente criou a doutrina não só no Estado de São Paulo, mas no país, na nossa federação. Por meio da concepção criada pela professora Consuelo, é possível hoje pensar com segurança princípios do direito ambiental.”

Priscila Artigas destacou que a atuação da professora transcende a produção acadêmica e acompanha a evolução dos desafios contemporâneos. Ela lembra que as questões ambientais se tornaram também climáticas, sociais, econômicas, urbanísticas, sanitárias e intergeracionais. Portanto, falar de futuro é impossível sem falar de quem decide sobre esse futuro. “A professora Consuelo representa uma geração de juristas que compreendeu que o Direito Ambiental não se constrói apenas nos autos dos processos, mas também nas salas de aula e na formação ética e técnica de novas gerações.”
Emocionada, Consuelo Yoshida agradeceu o reconhecimento e reafirmou seu compromisso com a formação de novos profissionais. “Eu gosto mesmo de estudo aprofundado, de formação, de especialização. Se eu puder passar tudo aquilo que eu conheço pela minha experiência, eu vou passando e vai servindo. Não retenho para mim”, disse.

A desembargadora também se preocupa com a construção de um legado para as futuras gerações. “E que continuemos firmes no nosso compromisso de contribuirmos para a construção de um legado promissor para os nossos descendentes e para as futuras gerações”.