No Dia Internacional das Mulheres, IASP lança a campanha “Voz” e anuncia agenda de protagonismo feminino

Entre os meses de março e abril, o Instituto promove uma agenda especial focada em reconhecer trajetórias e assegurar a participação efetiva das mulheres nos debates do Direito.
Para celebrar o Dia Internacional das Mulheres, o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) lança a campanha “IASP Voz: a força institucional nasce da soma das vozes”. Trata-se de um espaço de apoio mútuo entre as associadas, que se estende a toda a comunidade jurídica feminina, a fim de que elas passem a realmente ter poder de participação no debate nacional do Direito.
Como parte das ações da campanha, o protagonismo feminino marcará os meses de março e abril na agenda do IASP. A programação inclui um debate especial, aberto ao público, sobre igualdade de gênero e um encontro exclusivo, voltado às integrantes do IASP, para fortalecer o espaço de fala feminino dentro da instituição. O destaque fica para a Reunião Almoço no dia 30/03, com a Ministra Maria Elizabeth Rocha, atual presidente do Superior Tribunal Militar (STM) e a primeira mulher a comandar a Corte em seus 200 anos de história.
Para o Instituto, dar voz é reconhecer trajetórias e assegurar que a representatividade feminina seja parte natural de nossa estrutura. “O IASP tem espaços de liderança ocupados por mulheres na Diretoria, no Conselho e nas Comissões. Isso não é uma concessão, é um reconhecimento de competência”, afirma Diogo Leonardo Machado de Melo, presidente do Instituto.
Essa representatividade na liderança assegura um debate jurídico plural e qualificado, que o IASP pretende continuar estimulando, agora de forma mais potente, através da campanha Voz. “A iniciativa amplia essa visibilidade e reforça uma cultura institucional em que a liderança feminina não é uma exceção, mas parte natural da estrutura de governança. Representatividade se consolida quando há espaço, respeito e efetiva a participação nas decisões”, destacou Diogo Melo.
O projeto visa combater, por meio de um debate crítico, o machismo estrutural e as desigualdades de gênero. Com esse objetivo, os eventos serão espaços de diálogo onde associadas, convidadas e convidados irão atuar como agentes fundamentais dessa transformação, consolidando uma rede de apoio que não aceita o silenciamento como regra.
“O instituto pretende enfrentar essas questões com seriedade e responsabilidade institucional, promovendo debates qualificados com uso de dados concretos e boas práticas. Defendemos ambientes profissionais baseados em respeito, mérito, ética, igualdade de oportunidades. Mas sabemos que combater a discriminação e o machismo passa também por educação jurídica”, complementou o presidente.